Tenho medo de me revelar.
As coisas que digo e escrevo produzem espinhos
que se fincam nas pessoas causando-lhes feridas.
É isso que sou uma rosa.
Uma rosa que sente repulsa ao ser tocada, por isso fere.
Mas tiraram-me os espinhos.
Fiquei vulnerável!
Então, arrancaram-me as pétalas.
Fiquei sem meu charme.
Restaram-me apenas as gotas de orvalho
que caem dos meus olhos produzindo um som que fere meus ouvidos.
Não posso afirmar que podaram meus sentimentos.
Se assim o fizer, não terei justificava para as minhas dores.

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